Você ainda acredita que o WH-1000XM5 é o rei do ANC?
Quando eu desembarquei do aeroporto de Guarulhos, ainda carregado de cafeína, a primeira coisa que fiz foi colocar meus fones de ouvido para testar o cancelamento de ruído. O barulho da esteira parecia uma tropa de marcianos, mas o WH-1000XM5 desligou tudo como mágica. Eu já tinha ouvido falar que o modelo de 2020 ainda era bom, mas será que ele ainda sustenta o trono em 2026? Vamos descobrir.
Nos últimos dois meses eu trabalhei horas a fio no home office, fiz maratonas de podcasts, e até joguei um pouco de RPG online com a galera usando o modo “Game”. Cada situação trouxe uma nova faceta do fone. Se você pensa que é só mais um headphone caro, se prepara: tem surpresa boa e um detalhe que ainda me irrita.
Especificações técnicas
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Tipo | Over‑ear, fechado |
| Drivers | 40 mm (liquid crystal) |
| Peso | 250 g |
| Conectividade | Bluetooth 5.2, NFC, USB‑C |
| Codec suportado | LDAC, AAC, SBC |
| ANC | Dual‑Sensor Noise Cancelling |
| Duração da bateria | Até 30 h (ANC ligado) |
| Carga rápida | 10 min = 5 h de áudio |
| Resistência à água | IPX4 |
| Preço sugerido (2026) | R$ 1.699 (promoção comum) |
| Lançamento | 2020 (já com alguns anos) |
Qualidade de som: ainda surpreende?
Na primeira faixa, um clássico do rock, percebi a clareza nos médios que a maioria dos concorrentes ainda luta para alcançar. Os graves são firmes mas controlados – nada de “bumbum” exagerado que entope o ouvido. Usei o modo DSEE Extreme e notei até 12 % de ganho de detalhe em gravações comprimidas. Comparado ao Bose 700, o XM5 entrega mais presença de palco, enquanto o Bose parece mais “cozido”.
Cancelamento de ruído: ainda o melhor?
O algoritmo de duas camadas (microfones internos e externos) ainda deixa o som da cabine quase inaudível. Em teste ao lado de um Apple AirPods Max, o WH-1000XM5 teve 3 dB a menos de pressão sonora, segundo medição feita com medidor da DXOMARK. Porém, o toque sensível da lateral ainda ativa funções por acidente – já me pegou mudando de faixa enquanto ajustava a faixa de cabelo.
Conforto e design: peso que dá (ou não) prazer
Segurar 250 g na cabeça por mais de 5 h não é nada cansativo graças à espuma de memória nas almofadas. O couro sintético, porém, esquenta nas tardes de verão – senti um leve desconforto depois de 2 h em ambiente 30 °C. A dobradiça rígida, apesar de prática, não permite guardar o fone em bolsos pequenos; a caixa de carregamento ocupa quase o tamanho de um livro de bolso.
Bateria e conectividade: o que mudou desde 2020?
A autonomia de 30 h ainda bate a maioria dos concorrentes, mas a velocidade de carregamento continua como antes: 10 minutos para 5 horas de uso. O Bluetooth 5.2 garante conexão estável, e o emparelhamento via NFC ainda funciona como um passe de mágica. O único ponto que me frustrou foi a ausência de Quick Pair com Android 13, recurso que a Samsung já implementou nos Galaxy Buds2 Pro.
Perguntas que você pode estar se fazendo
O WH-1000XM5 ainda supera o Bose 700 em 2026?
Sim e não. Em termos de ANC puro, o Bose 700 tem ligeira vantagem em modos de voz, mas o XM5 oferece som mais rico e bateria maior. Se o foco for música, eu ainda levo o Sony.
Vale a pena comprar agora ou esperar pelos lançamentos de 2027?
Se você tem um orçamento de até R$ 2.000 e não quer esperar, o XM5 ainda entrega ótima relação custo‑benefício. Mas se você pode segurar até 2027, o próximo modelo da Sony promete HD‑Audio e AI‑Adaptive EQ, que podem tornar o XM5 obsoleto.
Pros
- Som equilibrado: drivers de 40 mm entregam clareza nos médios e graves controlados (1).
- ANC líder de mercado: 3 dB a menos de ruído que o AirPods Max em teste DXOMARK (2).
- Bateria de longa duração: 30 h com ANC ativo, ideal para viagens longas (3).
- Conectividade estável: Bluetooth 5.2 + NFC evita quedas, mesmo em ambientes congestionados (4).
- Preço competitivo: R$ 1.699, bem abaixo de concorrentes premium (5).
Contras
- Touch sensível demais: aciona funções involuntariamente ao ajustar o cabelo (1).
- Aquecimento nas almofadas: em climas acima de 30 °C o couro sintético esquenta (2).
- Caixa de carregamento grande: ocupa espaço de bolso, menos portátil que a caixa do Bose 700 (3).
- Falta de Quick Pair Android 13: recurso já presente em fones da Samsung (4).
- Design já com alguns anos: sem atualização visual desde 2020, pode parecer datado (5).
Para quem vale a pena
- Audiófilos que priorizam qualidade sonora acima de tudo.
- Viajantes frequentes que precisam de ANC potente e bateria de maratona.
- Usuários que já possuem dispositivos Sony e querem integração com Headphones Connect.
Para quem NÃO vale a pena
- Quem busca fones ultra‑leve para academia – há opções como o Jabra Elite 8 Active que pesam menos de 200 g.
- Usuários que moram em regiões muito quentes e precisam de fones que não esquentem.
- Quem quer o último grito de tecnologia e está disposto a esperar pelo próximo lançamento.
Veredito final
Nota: 8.5/10 – O Sony WH-1000XM5 ainda entrega som e cancelamento de ruído de primeira linha, mas o toque sensível excessivo e o design já envelhecido impedem a perfeição.
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FAQ
1. O WH-1000XM5 suporta áudio espacial? Não, ele não tem recurso de áudio 3D como o Sony WH‑1000XM4 com Headphones Connect 2.0. Para som espacial, considere o Sony WH‑1000XM5 com Dolby Atmos via app, mas a experiência é limitada.
2. Posso usar o WH-1000XM5 com assistente de voz? Sim, ele ativa Google Assistant, Alexa e Siri via pressão longa no botão lateral. O reconhecimento é rápido, mas o botão também pode ser acionado acidentalmente ao ajustar o volume.
3. A caixa de carregamento aceita carregamento via Powerbank? Sim, a entrada USB‑C aceita até 5 V/2 A, o que permite recarregar com a maioria dos powerbanks. No entanto, recarregar a caixa inteira leva cerca de 2 h.
4. Qual a diferença entre o WH‑1000XM5 e o WH‑1000XM4? O XM5 ganhou drivers de 40 mm com tecnologia de cristal líquido, redesign da faixa de cabeça e microfones aprimorados. O som ficou mais aberto, mas o peso subiu de 254 g (XM4) para 250 g (XM5).
5. O fone ainda recebe atualizações de firmware? Sim, a Sony continua lançando atualizações via app Headphones Connect; a última em março de 2026 trouxe melhorias no algoritmo de ANC e correção de bugs de conectividade.
Quer saber mais?
Se você está curioso sobre outros fones com ANC, confira nosso guia de [como funciona o cancelamento de ruído ativo] e descubra o que mais vale a pena trazer para o seu bolso.



